Publicado por: unknown | julho 10, 2015

Padaria Brasileira

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R. Augusta, 1592 / Baixo Augusta – São Paulo, SP

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CRÍTICA – por Eustáquio Catarrinho do Império

Pô, esses dias fui resolver um perrengue ali no Serasa pertinho da Consolação e, graças a Deus estou limpo de novo. Mas, passando por ali não resisti e resolvi passar na padaria que a rapaziada do ABC vive falando, a tal da Brasileira. Aê, o pessoal tem história. Mais de 60 anos de negócio, no padrão Brasil? Tudo gênio. Com umas coxinhas na barriga ficou mais fácil visitar ozamigo e azamiga da região pro fervo da noite.

Obs: a análise da coxinha é referente à de frango, já que a de carne louca é abaixo da crítica 

Crosta

Caras, minas, sabem quando você chega naquele lugar, carregado na expectativa e na primeira mordida você é correspondido? Pois é. A cor da coxinha, a massa crocante e não empapada de óleo, tudo no lugar.

Massa

Continuidade é o segredo. A hora em que você morde a coxinha e a crosta vira massa e a massa não chega ali de repente, saca, é uma coisa só. Um sabor de cuidado extra, tipo sambista sério. Nada de rimar amor com dor, cara.

Recheio

(com catupiry) Uma mistureba bem mexida de frango desfiado com o queijo favorito do brasileiro. O frango mantinha sua textura e o queijo só completava nos meandros.

(sem catupiry) Para minha decepção o frango pareceu um pouco seco. Nada insuportável, mas quando a fama precede…

Tempero

Constatação, triste mas verdadeira: nenhuma coxinha chega a ser considerada a melhor se surpreende no tempero. Um ou outro crítico mais azeitado vai falar com quem curte umas estranhezas aí, mas é isso. Aqui é igualzinho. Temperinho de boa, mas merecia uma acompanhamento separado melhor que uma pimentinha de linha.

Avaliação geral – 8,0 (c/ catupiry) / 6,5 (frango)

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Publicado por: unknown | julho 8, 2015

Café & Arte

Rua Cônego Siqueira, 03 / Centro – Cunha, SP

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CRÍTICA – por Ivan Monteiro (ciceroneado por Máximo Poder Terceiro)

Quando a gente via viajar com a camaradagem tudo é motivo para parar numa calçada e tomar aquela gélida. Agora quando o objetivo da viagem é esse, significa que a porra ficou séria. Mas, como até os melhores bebedores (alguns diriam principalmente os melhores) precisam forrar o estômago, foi assim que esse lugar se aproximou do meu brother e de mim. Segue daí, maestro:

“Apesar do ar um mezzo metido/mezzo cafona do nome, o Café & Arte (sim, com &) está bem localizado e tem bom atendimento. As comidas são irregulares (o caldo de feijão preto tinha sabor da colher com que o consumia, mas o caldo de shitake estava fantástico), mas todas têm cara de feitas na hora, e o preço é bem razoável. Para balancear o caldo insosso, pedi que me trouxessem uma unidade da iguaria nacional”.

Crosta

Crocante no ponto certo, com todos os indicativos de ter sido envolta em farinha de rosca de verdade e frita em óleo limpo. Com toda a fachada, pompa e circunstância de um candidato ao posto de “The one true acepipe” (note o prato alla azulejo português e os talheres oversized), essa coxinha apresentava aparência dourada e apetitosa.

Massa

Fui surpreso (positivamente) pela massa de batata macia, cozida no ponto certo. Também fui surpreso (negativamente) por sua falta de sabor: muito pouco sal e nada do caldo de galinha. No entanto, foi impressionante notar como a massa estava distribuída na proporção certa, homogeneamente nas laterais e com apenas um pouco mais de concentração na base.

Recheio

A única opção era a coxinha tradicional, sem catupiry nem nada. O recheio veio em boa quantidade, preenchendo homogeneamente todas as partes do acepipe. O frango não fora muito bem desfiado, mas entre pedaços e fios, salvaram-se todos.

Tempero

Salsinha, um pouco de tomate, pimenta-do-reino, possivelmente um pouco de coentro e um nadinha de mostarda. Ponto negativo para a falta de sal – a essa altura, começava a pensar que se tratasse de uma tentativa de coxinha “saudável”.

Avaliação geral – 7  (Ótima opção para quem estiver na cidade pesquisando os ateliês de cerâmica)

Publicado por: unknown | junho 2, 2015

Restaurante Acrópoles

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Rua da Graça, 364 / Bom Retiro – São Paulo, SP

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CRÍTICA – por Eustáquio Catarrinho do Império

Moçada e rapaziada, vocês sabem que eu sou da tradição. Pô,tem uma molecada que me tira de purista, mas o que é bom, vai continuar bom, a não ser que alguém faça uma cagada muito grande. Assim, tem gente a beça fazendo cagada, mas sempre tem um pessoal que sabe cuidar do que foi criado. As frentes frias da Argentina começaram a subir e fui rapidão no Bonra para renovar as lãs. Aproveitei para ver se o seu Trasso estava na área. Ali, rapaziada, é suor para temperar o cordeiro, todo dia, feriado incluso das 6h30 às 23h. Espartano.

Crosta

Sabe quando você chega na Grécia e vê o Olimpo? Eu também não, mas quando vi aquela coxinha, lá da calçada ainda, eu tinha que comê-la. Apelo de apetite máximo no πρόχειρο φαγητό de qualidade. E a crosta com aquela casquinha que se desmanchava. Foi um bom começo.

Massa

A massa, claramente benzida por Deméter, estava divina. Densidade perfeita. Em outros casos seria a clássica coxinha massuda, mas não aqui. O pessoal das caldeiras usam o caldo do frango na hora de misturar tudo e fazer esse néctar.

Recheio

Um misto de frango desfiado e pedaçudo compõe o centro da coxinha. Com a massa fazendo a proteção para o frango é como se você estivesse entrando numa guerra na qual a coxinha quer ser derrotada, para só assim ela se sentir vitoriosa.

Tempero

Até certo ponto, nada muito fora da filosofia da qual estamos acostumados. Até chegar o salsão. Salsão em profusão, para celebrar um encontro perfeito de botecagem e cultura grega. Para os desavisados, o salsão, ou aipo, era símbolo de virilidade na Grécia antiga. Além disso, o salsão ainda aparece na Ilíada, na Odisseia e as coroas dos vencedores dos Jogos Ístmicos (em homenagem a Poseidon) eram feitas de aipo, antes de mudar para o pinheiro. Por essas e outras, a coxinha do Acrópoles deveria ser rebatizada para, por exemplo, Velocino de Ouro do Centro.

Avaliação geral – 7,5 (a saber, o outro salgado dividindo atenções com nossa Afrodite frita é um spanakopita, folheado grego de espinafre)

Publicado por: unknown | fevereiro 20, 2015

Sainte Marie Gastronomia

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Endereço – Rua Dom João Batista da Costa, 70 / Vila Sônia – São Paulo, SP

não tem link 😦 mas tem instagram @kawijian 🙂

CRÍTICA – por Cleide

Gente, é tripla emoção. Depois de um tempinho longe de vocês resolvi que estava mais que na hora de abandonar minha forma de haute couture e cair de boca na coxinha. E resolvi fazer com estilo, lá na vedete das vedetes, o Sainte Marie. Quem foi sabe, é it food. Coxinha + a simpatia do chef Ste. Amay.

Crosta

Amores, se vocês nunca pisaram no Fofinho, como o Sainte é carinhosamente chamado, não sabem o que estão perdendo. Falando só da coxinha, sem contar as outras delícias secundárias, tá: é uma crostinha rústica épica de descabelar a Maria Antonieta.

Massa

A massa que, se não me engano, tem um toquinho de batata doce é um luxo, um chiquê só. Ela desmancha e fagocita todas as partes da crostinha rústica que estava se desmanchando. Divina, de dançar lambada no velório.

Recheio

O recheio estava tão, mas tão, mas tão deliciosamente úmido que a cada mordida eu me sentia um bonecão de posto. O frango, obviamente, cortado com todo o respeito e cozido à perfeição.

Tempero

Talvez, se eu ligasse e pedisse com um pouquinho de antecedência minha surpresa aqui seria outra. Mas o tempero que vem com a coxinha é simples e sincero, mas não é uma exorbitância como todo o resto. Já a pimentinha que vem a parte faria o buda comer carne.

Avaliação geral – 9,5 (e será uma das poucas vezes que vocês vão ouvir isso aqui: experimentem outras coisas do Ste também)

Publicado por: unknown | fevereiro 20, 2015

Villa Grano – São Paulo

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Nome do recinto – Villa Grano

Endereço – R. Wisard, 520 / Vila Madalena

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CRÍTICA – por Máximo Poder Terceiro

Depois da Copa não precisamos explicar para ninguém, de nenhuma parte do mundo, onde fica ou o que se faz na Vila Madalena. Bebe-se, beija-se, bate-se papo. Enfim, tudo aquilo que um bom bairro tem a oferecer. Mas, por mais que alguém curta ficar despejado em uma pocilga qualquer, chega uma hora que algo não líquido precisa entrar no estômago.

Crosta

A saber, mesmo chapado a apresentação dos salgados é excelente. E a saber também, a coxinha fica como rainha. Posicionada para ser vista assim que o consumidor percebe que existe uma grande vitrine de salgados ali. Agora a crosta: firme, bem feitinha, mas não chega a ser exatamente o auge da crocância.

Massa

Uma belíssima composição que tornou a massa super cremosa e bem além das expectativas. A maior surpresa que uma padaria 24 horas poderia proporcionar é uma coxinha diferente de tudo aquilo que você conhecia por coxinha. Tá, talvez eu esteja sendo uma pouco exagerado. Foi tarde e, como eu já disse, até um esloveno sabe do que é feita a Vila.

Recheio

Estava tudo lá: cor, apresentação, massa interessante, a gatinha pedindo uma coxinha ao seu lado e comendo como se fosse o milkshake da Uma Thurman em Pulp Fiction. E de repente, não estava mais. Parecia que eu estava comendo um paillard de frango sem tempero de um hospital qualquer. Sabe aquela primeira refeição sólida depois de 3 semanas ingerindo soro? Essa.

Tempero

Trivial. Já comi pastéis de pizza que o pessoal se empenhou mais para dar aquele sabor extra.

Avaliação geral – 5,0

Publicado por: unknown | agosto 30, 2014

São Paulo – Zena Caffé

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Nome do recinto – Zena Caffé

Endereço – R. Peixoto Gomide, 1901 / Jardim Paulista

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CRÍTICA – por Cleide

Gente, Cacá Bertolazzi deixou recadinho amigo e mandou um snap pra gente se encontrar. Mas ele tá mais concorrido que os pratos que saem daquele forno mágico. Enfim, faz pouco tempo comi no food truck dele, vocês lembram. Quando cheguei aqui no Zena e descobri que o tratante (me deve uma noite de vinhos, Ca) estava viajando achei que era uma boa provar a coxinha di maiale (chiqué para coxinha de costela) tamanho porção.

Crosta

Crostinha ficou bem interessante. Um meio termo entre a rústica e a lisa, lixada que nem granito italiano.

Massa

Massinha bem honesta também, Ca. Para a porção ela ficou na medida e com consistência precisa.

Recheio

Achei melhor que o recheio da coxinha individual, principalmente pela textura. A costela estava macia e misturava bem com o todo.

Tempero

O temperinho da costela em si não me encantou, mas o molhinho de pimenta que acompanha a porção é um sucesso. Picante na medida.

Avaliação geral – 7,0

Publicado por: unknown | agosto 27, 2014

São Paulo – Danilo das Coxinhas

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Nome do recinto – não é bem um recinto

Endereço – ruas de São Paulo

CRÍTICA – por Eustáquio Catarrinho do Império

Pô, esses dias eu entrei no bonde da humildade pra ir cobrar uma rapaziada que me deve uns favorzinhos da vida, sabe como é, né não? Quem faz o corre sabe o trampo que dá. É foda, bicho. Você chega lá, crente que vai voltar com uma grana no bolso e todo mundo esquece que você já livrou a cara deles. Ainda bem que trombei com o Danilão. Por 2 dilma ele aliviou a fome da diretoria.

Crosta

Danilão e sua equipe acertaram na apresentação e na primeira mordida. Pô, abre alas só de beldades essa crostinha deles.

Massa

Entre crosta e recheio o pessoal colocou uma massa levinha, boa pra comer com o Sol em cima da cabeça. Ela não é daquelas que dá trabalho para comer.

Recheio

Agora Danilão, quer aumentar de R$ 2 pra R$ 2,50? Abre a mão na hora do recheio, meu filho. Tá uma delícia, catupiry misturadinho, mas vem pouquinho, não é não? A coxinha já é do tamanho econômico, daí segura no recheio eu quase que não como frango.

Tempero

Para comer na rua, sem grandes aventuras. Pode comer de boa que não vai bater errado.

Avaliação geral – 6,5

 

ps – ajudem o cara aí que ele é firmeza.

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Publicado por: unknown | agosto 25, 2014

São Paulo – Bertz Coxinha

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Nome do recinto – Bertz Coxinha

Endereço – R. Agostinho Cantu, 47 / Butantã

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CRÍTICA – por Cleide

Gente, resolvi entrar no hype e dar uma passadinha no Food Park do Butantan, que de tão chique trocaram o til por um N a mais. Para quem não foi, o Food Park é uma mistura deliciosa de urbanidade, com gente bonita, comidas de trinta reais que eu pago 3 dólares em NY e travecos estilosos que meio sem querer fazem o papel de hostess quando você chega a pé. Amay. E amay mais ainda quando vi umas coxinhas deliciosas, uma de costela, uma de pato. Provei as duas para exorcizar a dúvida. Vai que tomou umas tacinhas a mais no Mendozitos já, né?

Crosta

Delícia empanada, a crosta fininha, com bastantes impurezas, dá aquele sentimento de chiqueza suja que só os ares parisienses poderiam trazer. É por essas e outras que eu sempre confio num bom pato.

Massa

Levantei uma taça de champagne para essa arte de massa. Uma exuberância só. macia, na espessura certa. Sabor de requinte.

Recheio

Ai, foi como decidir entre um Prada e um Chanel, agonia da minha vida #firstworldproblems. Mas podem acalmar a periquita alada, que não vou fazer média com ninguém aqui. O pato é molhadinho, temperado e realça o sabor junto da massa, é o diamante no Tyffany. Já na de costela fiquei com a impressão de que ela tinha passado por uma lipo. Ficou mais sem gracinha que restaurante que tenta reabrir pela 4ª vez.

Tempero

Ai amores, nós somos todos Brasileiros, néaum? Daí como a gente faz para esquecer que a costela veio sem a gordurinha extra, toda aquela gordurinha que eu suei no spinning e na localizada, que eu estava no direito de ganhar de volta, hein? Como faz? Agora abstrai, intercambeia para o pato. A ave estava linda, feita no vinho, com cenoura, salsão e pontadinhas de Maasdam na massa. Uma delícia só.

Avaliação geral – 8,0 (pato) / 6,0 (costela)

 

Publicado por: unknown | junho 18, 2014

Coxinhas Caseiras – 2

A segunda cobaia do mais alto sarrafo da baixa gastronomia chega para ser fritada em rede internacional. Sem delongas, vamos a ela.

CHEF: Ivan Monteiro

1) Ivan se antecipou. Quando chegamos ela já estava com as coxinhas semiprontas, envoltas em farinha de rosca caseira, só esperando o óleo aquecer até a temperatura certa. A modelagem artesanal garantiu charme à receita de família, mostrando que cada coxinha seria única.

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2) A fritura foi feita em poucas doses para que todas ficassem douradas na medida certa. O recheio vinha um pouco mais temperado em relação à maioria dos lugares que tem como norma a salsinha como única possibilidade de se incrementar uma coxinha. A crosta e a massa criaram um amálgama orgânico quase inseparáveis. O ritmo da comilança também foi bem administrado. Além do tempero um tantinho mais acentuado, a coxinha foi consumida com molho de pimenta verde, mostarda amarela e pimenta chipotle, sendo o primeiro o condimento mais bem aceito.

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Poderia estar nas ruas: sem dúvida (no formato porção).

Publicado por: unknown | junho 13, 2014

São Paulo – Galinheiro Grill

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Nome do recinto – Galinheiro Grill

Endereço – R. Inácio Pereira da Rocha, 231 / Vila Madalena

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CRÍTICA – por Cleide

Gente, que saudades de vocês, suas maravilhas. Ai, e sabe uma coisa que eu não entendo? Essa vontade louca e desumana que todo mundo que viaja tem de comer arroz com feijão na volta. Ficou rolando de tanto beber champagne e engolir caviar nas férias e daí volta e quer comer arroz e feijão falando que isso é que é bom de verdade. Hipocrisia, eu quero uma pra comer. Eu, por exemplo, acabei de voltar de Cuba, mergulhei nos Jardines de la Reina (Jardins da Rainha, amores), peguei um pepino-do-mar na mão, vi um tubarão, a uns 100 metros, de cima do barco e não cheguei me esgoelando por um arroz e feijão. Eu queria mesmo um galeto. E dei sorte.

Crosta

Fofos, vocês viram que coisa linda de coxinha? Sério, parece coxinha de arco-íris de tão bem feitinha. Coisa fofa e com crostinha seca e crocante, tipo a barriga odiável daquelas Cubanas #inveja.

Massa

Delícia de massa. Leve, cremosa, uma viagem pelas areias fininhas da Playa Sirena ou por uma boca cubana com sabor de de mojito (a boca, não a massa). Enfim, posso dizer que a massa está bem avaliada.

Recheio

Frangos, galetos, peitos e afins são as especialidades do Galinheiro né gents. Óbvio que o recheio estaria desbunde. Além disso ele é bem misturadinho com catupiry na medida. Depois da crocância da parte externa, um recheio macio e harmonioso, tudo de Cuba.

Tempero

Galinhada, não é crítica tá (é, mas não assim). Deem uma pensadinha num cardápio com coxinhas temperadas, apimentadas, extra azeitadas, azeitonadas, aceboladas, sei lá, pergunta para a Nossa Senhora do Escafandro, fuma um charuto e me surpreendam, tudo bem?

Avaliação geral – 8,0

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