Publicado por: unknown | julho 16, 2012

São Paulo – Veloso

Nome do recinto – Veloso

Endereço – R. Conceição Veloso, 56 / Vila Mariana

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CRÍTICA – por Máximo Poder Terceiro e Unknown

Depois de tanto tempo fizemos uma reunião de cúpula entre os colaboradores deste blog. Este que é o templo da baixa culinária, a nave-mãe que guia os famintos, o ditador dos sabores e formas. Enfim, você entendeu. A reunião se passou pelo fato de que depois de muito tempo decidimos prestar uma visita ao Veloso. Seríamos óbvios se gostássemos tanto assim de coxinha já tão aclamada? Seríamos incoerentes, difamadores e demagogos? Começamos a reunião sentados à mesa e adoraríamos estar lá até agora.

Crosta

Primeiro, é importante derrubar o mito. A coxinha do Veloso não tem ingrediente secreto. É farinha de trigo, ovo, alho e Sazón. Tudo igual ao da sua casa. Não tem essa de frango criado na Chapada Diamantina pelo bode adestrado do Elomar. A única diferença dessa coxinha para aquela que você tenta fazer em casa é o Chicão, cozinheiro exclusivo do salgado mais celebrado da caixa d’água. E tudo isso começa na crosta: fininha, durinha mas não intransponível, feita banhada a óleo e não com um banho de óleo.

Massa

Uma extensão da crosta, a massa (que quando você provar vai ver que, também ela, é uma extensão do recheio) é leve, cremosa, uma delícia e vem com uma dica para quem quiser se aventurar: depois de modelar, deixe no leite uns segundos. Só daí leve ao óleo.

Recheio

Peito de frango bem cozido, bem úmido, em equilíbrio com o Catupiry que é claramente colocado depois do preparo do frango para atingir a consistência necessária. Aliás, é tanto Catupiry que é preciso cuidado na hora de chamar de coxinha de frango. Mas acalmem-se, amantes do queijo brasileiro mais famoso do mundo Brasil, o equilíbrio é bem feito e você não vai se arrepender.

Tempero

Salsinha, sal, alho e amor. O Veloso se dedicou a achar a receita da coxinha ideal, e encontrou. Porém todos os envolvidos sabiam que não conseguiriam esse feito magistral entuchando cominho e alfavaca no quitute. Eles foram corretos na obra original e contemplaram os necessitados de ardência com um molho de pimenta que pode ser usado até em doses cavalares pelos dependentes da capsaicina.

Avaliação geral – 10

O Veloso não é só celebrado pela obra-prima que é sua coxinha, mas também pelas suas caipirinhas. Cerveja e coxinha combinam muito mais, disso ninguém duvida, mas, se estiver no Veloso abra uma exceção. Para não errar peça limão com pinga. Caso queira exuberar pode ser (na ordem de preferência):
1 – caju com limão e vodka
2 – tangerina com pimenta com vodka
3 – sirigüela com pinga (sabor do verão)

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