Publicado por: unknown | setembro 4, 2012

São Paulo – Sr. Mostarda

Nome do recinto – Sr. Mostarda

Endereço – R. João Dias, 249 / Campo Belo

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CRÍTICA – por Máximo Poder Terceiro

Ah, é sempre um prazer se sentir parte de um jogo que fez parte da sua infância e que moldou seu caráter corrupto e manipulador. Sério agora, quem nunca jogou detetive? Por alguma razão cosmogômica, e que provavelmente tem a ver com numerologia, a tríade do crime, em sua maioria, consistia de Sr. Mostarda, na biblioteca, com o candelabro. Resta saber se a coxinha está a altura do thriller máximo dos tabuleiros.

N.E.: É interessante esclarecer que atacamos duas frentes do nosso acepipe favorito. A coxinha individual e seu modelo porção. Aqui elas serão identificadas por I e P antes da descrição.

Crosta

I – Já ao chegar a peça perdeu pontos. Coxinha tem que ter forma de coxinha, não pode ter shape de bolovo gordo. Porém a crostinha, feita pelo senhor mais bigodudo dos jogos de mesa, era bem consistente . Pela demora cheguei a pensar que morderia uma casquinha mole e carcomida pelo óleo descansado e absorvido por sua pele farinhenta.

P – A versão coletiva do aperitivo, por outro lado, holy shit. Era uma crostinha tão safada e tão fofa que parecia que eu estava comendo um muffin de frango, experiência a qual não recomendo a nenhum admirador de coxinhas.

Massa

I – Vamos pensar um pouco (se é que já não estamos) no jogo de tabuleiro. Essa é uma massa que poderia ter sido confeccionada na cozinha da mansão. Tem consistência, textura e leveza que podem ser consideradas boas, não ótimas, mas bem honestas.

P – Se continuarmos pensando no jogo a massa da porção também poderia ser adaptada. Ela seria uma das armas do assassino. Funcionaria com sucesso como um quebra-queixo ou até como algo mais primário e brutal, tipo uma pedra.

Recheio

I – Recheio surpreendente. Bem cremoso, mostrando um belo equilíbrio entre frango e catupiry. O frango também estava desfiado com esmero e com a perícia de um matador metódico e centrado.

P – Nesse ponto elaborei duas alternativas ao sucedido. Ou o chef era encarregado da coxinha individual e o estagiário da salada cuidava da porção, ou o chef tinha mãos do Jerry Sloan e não conseguia manipular algo pequeno e que demandava precisão.

Tempero

I + P – No quesito tempero as duas versões se equivalem: ambas foram pouco ousadas. A individual até que acertou na salsinha, mas vamos combinar que é muito pouco para valer nota. A despeito da falta de coragem os criminosos da cozinha conseguiram desenvolver um twist digno dos grandes filmes de mistério, daqueles que você não está esperando. Ao lado das coxinhas, um potinho de acompanhamento. Maionese. E era difícil dizer que não era das industrializadas. A trupe do Monty Python, tirando um sarro de Sherlock diria “Say no more”.

Avaliação geral – 4,0 (individual, penalizada em 2,5 pela estética absurda) / 1,5 (porção)

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Responses

  1. gosto de gordura velha não tem?

  2. eu gosto mais da massa.


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