Publicado por: unknown | julho 27, 2013

São Paulo – Rothko

rothko_coxacreme_pato

Nome do recinto – Rothko Restaurante

Endereço – R. Wizard, 88 / Vila Madalena

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CRÍTICA – por Yao Micky, garboso Chinês (ciceroneado por Cleide)

Gente, fiquei me achando quando Jinping ligou para moi. O assunto era o seguinte, o homem de confiança dele tinha se mudado do Pará para São Paulo e entre uma acupuntura e outra eu tinha que achar um espacinho na agenda pra fazer pequeno Yao se sentir em casa. Levei ele em um lugarzinho aconchegandte, e que ia medir o quanto ele tem olho puxado, mas atento, para comidas que fogem do óbvio. Com a palavra, Yao:

“Entrei no Rothko pra comer aquele sanguinolento hamburguer, e eis que vejo escrito na lousa, quase escondido no canto: “Coxa-creme confit de pato R$ 20″. Eu já tinha caído nessa pegadinha antes, então tentei não me animar muito.  Eu já tinha ouvido sobre a tal coxinha do pato. Que era boa, que era pato, e que não tinha. E não tinha na segunda vez, nem na terceira, muito menos na décima. Quando estava dando aquela abocanhada final no lanche e já visualizando o famigerado sal de frutas vejo na mesa do lado ela chegando: grande, gorda e suculenta. Eu já tinha desabotoado a calça de tanto comer, mas não dava pra passar, afinal, a gula é a libido do estômago”.

Crosta

A coxinha é empanada com farinha de rosca caseira, feita de pão velho, que seca no forno e depois é triturado. O resultado é uma crosta crocante e sequinha. Não chega a desmanchar junto com massa e recheio, mas não desaponta.

Massa

Questão de matemática básica: uma coxinha de R$ 20 tem que ser no mínimo quatro vezes maior que uma de R$ 5. E essa não desaponta. A coxinha tem o tamanho de uma ponkan, o que poderia fazer você pensar que a massa seria absurdamente grossa para preencher todo esse tamanho. Mas não. Uma massa de mandioca, fina, leve e temperada.

Recheio

Apesar do nome, e do osso na ponta da coxinha, ela não é propriamente uma coxa-creme. O chef pega a coxa e a sobrecoxa do pato e desfia, ao invés de usar a peça intacta. Depois ele acrescenta cebola, alho, pimenta-dedo-de-moça e salsinha, tudo muito bem picadinho. O resultado é aquele recheio suculento, úmido, com um sabor marcante típico de pato e um toque de açafrão. Os puristas irão reclamar da presença do osso, que os obriga a começar a comer a coxinha pelo “lado errado”. Mas eu gosto de pensar que, se a vida lhe der a opção, comece pela bundinha.

Tempero

Além dos temperos já citados no tópico de cima, antes de serem desfiadas, a coxa e a sobrecoxa descansam no sal grosso com ervas e são cozinhadas na própria gordura. A coxinha chega em um prato, acompanhada de uma calda de tangerina com pimenta biquinho on the side. Fica como uma opção exótica para incrementar o sabor caso você queira. Como aquela amiga bissexual da sua namorada.

Avaliação geral – 9,5

N. do E.: Gente, Yao foi para Dubai agorinha, a pedido da nação vermelha. Maaaas já me ligou e disse que volta. Esse chinês galante surpreendeu no português e na libido. Mais que benvindo, sempre que quiser, gato.

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